flutuo... a gravidade?
abandonou-me algures lá em baixo na linha do tempo
- Desce da árvore rapaz!
onde as cerejas ainda eram flor e os ramos confiáveis antes do entardecer prematuro deitar por terra a folhagem encarquilhada deixando a sombra nua e passadas eternas geadas
- Traz daí uma gamela! Anda lá, despacha-te, quero ir pôr as batatas a cozer!
ou então algo ainda mais distante que lembra aquela pobre coitada que quase não se fez grande de estatura rasa que ladrava desenfreadamente quando
- Anda daí! Vamos ao Pé D'Acha apanhar grão!
e por breves instantes os trilhos cansados nada tinham que se assemelhasse a buracos apenas para regressar e encontrar como sempre a tábua aberta na marquise improvisada no andar de cima e acabar com aquele baloiçar endiabrado por força da brisa estafada numa tarde quente de verão